A CHAVE para a Liderança Autêntica

By on abril 23, 2015
isabel do ipog
Durante minhas aulas, tenho o costume de conversar com os alunos sobre sua C.H.A.V.E. e sobre como deve ser a C.H.A.V.E. de um líder capaz de exercer o que denomino de “Liderança Autêntica”. A C.H.A.V.E. pode ser considerada como uma espécie de DNA profissional. É uma sigla para o conjunto de Competências,Habilidades, Atitudes, Valores e Experiências que cada um de nós reúne. Esse conjunto pode até guardar similaridades, mas jamais será o mesmo para duas pessoas, tendo em vista que atitudes, valores e experiências são extremamente pessoais. Também digo aos alunos por que e como a liderança autêntica demanda uma C.H.A.V.E. diferente da C.H.A.V.E. da liderança comum.
A liderança comum é aquela habilitada a gerar resultados hoje (curto prazo). Nem sempre ela será forte o suficiente para gerar resultados amanhã e depois (médio e longo prazos). Se lembrarmos que Peter Drucker afirma que a principal função de uma empresa não é gerar lucros – como pensa a maioria –, mas tornar-se perene, transcendendo, em seu sucesso e em suas funções sociais, o tempo de vida de muitos líderes, então poderemos começar a ter um entendimento sobre o que é liderança autêntica, ou sobre como e quem é um líder autêntico.
Um líder autêntico é aquele que pensa além do seu ego (interesses próprios) e se concentra nas necessidades de todos os stakeholders (partes interessadas) da organização: acionistas, clientes, funcionários, a comunidade na qual a organização se insere e – muito importante em tempos de mudanças climáticas e de crises de recursos naturais como as que estamos vivendo – também no planeta. Acontece que, para um líder desenvolver sua C.H.A.V.E. e tornar-se um líder autêntico, capaz de cuidar simultaneamente de seus próprios interesses e do bem comum, pode ser preciso mudar a si mesmo antes de querer mudar o mundo. Pode ser preciso transformar-se.
Isso pode significar aprender a reconfigurar as antigas e a construir, exercitar e fortalecer as novas conexões neurais em seu cérebro, de forma a mudar suas atitudes e assumir novos valores (atuar sobre o A e o V da C.H.A.V.E.). Também pode significar evitar deixar que os comportamentos aconteçam como resultado do ensino tradicional, de experiências aleatórias e de velhos hábitos e padrões assumidos ao longo da sua jornada profissional e de vida.
Igualmente, significa estar consciente de emoções, sensações e intuições em tempo real e agir de forma eficaz para que elas possam facilitar (ao invés de prejudicar) suas conexões com liderados e com todas as demais pessoas com as quais interage. Por fim, significa estar ciente das emoções dos outros e usar esse conhecimento para efetivamente gerenciar relacionamentos e apoiar outras pessoas no desenvolvimento de sua própria C.H.A.V.E., utilizando a experiência vivenciada para desenvolver a sua própria.
Esses são apenas alguns dos pontos que identificam a liderança autêntica, aquela que age também para descobrir e desenvolver o potencial de liderança de outros profissionais. Trata-se de um processo que favorecerá o prosseguimento de ações, assegurando que haverá resultados saudáveis para todos, de forma perene. O líder autêntico é alguém que trabalhou o autoconhecimento e que estimula os liderados a fazerem o mesmo. Essa é uma receita defendida desde a antiguidade grega, por meio da famosa máxima cunhada por filósofos e homens de grande sabedoria: “Conhece-te a ti mesmo!”.
Isabel Campos
Professora do MBA Executivo em Liderança e Gestão Empresarial do  IPOG, especialista em desenvolvimento humano e liderança

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