Pequenos negócios investem em recrutamento profissional

By on dezembro 3, 2018
Anita Luzine, diretora da A3 Consultoria

Contratação de consultoria especializada gera redução de custos e ganhos em eficiência

Os pequenos negócios continuam sustentando o emprego no País, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho. Em outubro deste ano, eles registraram saldo de 64.696 vagas, o que representou 80% do total dos postos preenchidos no País com carteira assinada, cinco vezes mais que as médias e grandes corporações, que no mês passado extinguiram 6.610 vagas.

Nos últimos 10 meses, a geração de empregos nas micro e pequenas empresas já superou a expectativa de todo ano, atingindo a marca de 650,4 mil vagas em 2018. Mas nem tudo são flores neste segmento. Apesar de serem a mola propulsora da economia brasileira, os pequenos negócios ainda enfrentam dificuldades quando o assunto é recrutamento e seleção. Por isso, muitos têm abandonado a fórmula “faça você mesmo” e partido para a profissionalização.

Vantagens

“Encontrar o profissional certo não é tarefa fácil”. Essa é a conclusão do gerente operacional do Grupo NB Engenharia, Henrique Queiroz Ribeiro, que há sete anos conta com os serviços de uma consultoria especializada em Gestão de Pessoas. “A decisão de profissionalizar gerou efeitos positivos. Conseguimos minimizar custos, encurtar o tempo do processo seletivo e aumentar a assertividade na contratação. Como consequência, registramos expressivos ganhos em eficiência”, comemora.

Ribeiro acredita que o sucesso na terceirização deste tipo de serviço depende da expertise da consultoria e do alinhamento de expectativas. “É fundamental que a empresa e a consultoria estejam bem alinhadas, no que diz respeito às características das vagas, à cultura organizacional e os objetivos diante da contratação. Para encontrar o profissional que se encaixa no perfil da oportunidade oferecida e no ambiente de trabalho proposto, é essencial que a consultoria conheça de perto a realidade do negócio”, frisa.

O gerente, que considera inviável implantar um departamento de Recursos Humanos na firma em que atua, se diz plenamente satisfeito com a terceirização do serviço de recrutamento e seleção. E o caso dele não é isolado no universo das pequenas empresas. A diretora de Operações da A3 Consultoria, a psicóloga Anita Luzine, garante que os pequenos negócios já representam 30% do seu total de clientes. Ela revela que, há cinco anos, essa fatia girava em torno de 10%.

“A competitividade do mercado fez com que os pequenos negócios passassem a procurar especialistas para fazer trabalhos que exigem competências específicas. As consultorias na área de RH, por exemplo, utilizam técnicas que vão desde inteligência artificial, a qual amplia o acesso à busca por profissionais e garante agilidade ao processo, até dinâmicas de grupo, jogos de empresas [cases], testes situacionais, de personalidade, de conhecimento e de habilidades, além de entrevistas estruturadas. O resultado de tudo isso é a contratação de profissionais engajados e com o perfil mais adequado para a função”, explica.

Apesar de envolver muitas etapas, Anita assegura que o processo de recrutamento profissional é relativamente rápido e tem bom custo-benefício. “O acerto nas contratações gera redução na rotatividade, o chamado `turnover´. Na prática, isso significa diminuição nos gastos com desligamentos, modificações na equipe e seleções frequentes. O valor cobrado depende do nível do cargo, mas geralmente é calculado uma porcentagem sobre a remuneração. Outra vantagem é que o contratante tem direito a uma substituição, caso o profissional ou a empresa entenda que o perfil não se adequa à oportunidade”, esclarece.

Na foto: Anita Luzine, diretora da A3 Consultoria

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